domingo, 5 de março de 2023

Mudanças poderiam ser mais fáceis.


Me reescrevi diversas vezes, algum dia acredito que me identifiquei com um estilo, com um jeito, uma tribo, um clã, um ser. 

Mas atualmente não sei de qual lugar eu sou, não tenho mais idade para ser jovem, mas também não tenho a idade de ser chamado de senhor.

Ouvir dizer que é crise dos 30, mas falar em crise por conta da idade, não é o caso e não se aplica.

Obviamente que não seria isso que me aflige, aliás qual o motivo de toda essa aflição.

Estou insatisfeito, mas não posso me colocar como uma criança mimada que bate o pé e faz birra, por não ganhar o brinquedo que queria, no meu caso por não ter vida que quero.

Mesmo essa criança sendo um bom menino, não ganhou o que queria, eu mesmo tentando, ainda não consegui essa vida.  

Sei que falta pouco, falta alguma peça para que tudo dê certo, mas essa última peça está difícil de encontrar, assim como em um jogo de vídeo game o chefão fica para o final.

Mas no caso da vida o final não é a morte ?

(...)

Sempre pensei em ter um bom serviço, uma boa vida, bom relacionamento e quando criança, dizia!

Irei viver sozinho, morar sozinho, morrer sozinho. [talvez eu tivesse um problema, talvez eu tenha um problema]

Nunca pensei que teria a vida que tenho hoje, o serviço, o relacionamento, a família.

Obvio quando pensamos no futuro só queremos o “melhor” [ohh].

Percebi que sempre que vou redigir algo sobre minha vida, sempre tenho uma briga interna entre o satisfeito e o insatisfeito. Talvez metade veja o copo meio cheio e outra metade o veja meio vazio, mas eu sei que fundo, tem  uma metade que não tem nem se quer um copo e esta feliz assim, sem nada, sem ninguém, sem problema, sobre o controle.

O problema não é a vida, mas essa merda de empatia que tenho.

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